Área de identificação
Tipo de entidade
Forma autorizada do nome
Forma(s) paralela(s) de nome
Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras
Outra(s) forma(s) de nome
identificadores para entidades coletivas
Área de descrição
Datas de existência
Histórico
Locais
Estado Legal
Funções, ocupações e atividades
Mandatos/fontes de autoridade
Estruturas internas/genealogia
Contexto geral
A ocupação da atual região de Bocaiúva por colonizadores iniciou-se nos anos de 1710 e 1720 a partir de pequenas fazendas e assentamentos de sujeitos que visavam a expansão dos negócios, principalmente em decorrência da qualidade da terra que ali encontraram. O mito de criação da cidade tem relação com o aparecimento da imagem do Senhor do Bonfim que foi entendido pelos habitantes locais como uma manifestação de cunho sobrenatural e religioso. O acalorado culto ao santo resultou na construção de uma igreja nas terras doadas por D. Antônia Leite e seu marido, Faustino Pereira Leite, simbolizando o marco de fundação do Curato de Macaúbas devido à proximidade ao rio de mesmo nome. Nesse contexto, o arraial estava sob jurisdição da Comarca do Serro Frio (FERREIRA, 1958).
Em 1832, o Curato de Macaúbas foi atrelado ao de Formigas e logo em seguida foi criada a Freguesia do Senhor do Bonfim. Em 1846, a paróquia do Senhor do Bonfim foi suprimida e incorporada à Matriz de Nossa Senhora, situação que foi revertida em 1850. No ano de 1873, foi determinada a elevação à vila e o município recebeu o nome de Jequitaí com sede no Arraial do Senhor do Bonfim (MARTINS & SOARES, 2016). Estabeleceu-se que seria composto pelas freguesias de Senhor do Bonfim e Olhos D’água, do Distrito de São João Batista da Terra Branca, da Freguesia de Nossa Senhora do Bom Sucesso e Almas da Barra do Rio das Velhas. No mesmo período foi definido que o Município de Jequitaí pertenceria à Comarca do Jequitaí e em 1881, foi elevado à categoria de Vila do Jequitaí (MARTINS & SOARES, 2016).
Em 1890 foi estabelecida a denominação de Vila Nova do Jequitaí e no mesmo ano foi alterada para Bocaiúva, em homenagem ao republicano e então ministro de relações exteriores do governo da época, Quintino Bocaiúva. No ano seguinte foi criada a Comarca de Bocaiúva, composta pelo termo homônimo. Entretanto, ocorreu a sua supressão (1903) e o município de Bocaiúva passou a integrar a Comarca de Montes Claros (FERREIRA, 1958).
A restauração da Comarca aconteceu em 1915, no ano seguinte, o Termo de Bocaiúva passou a pertencer novamente à Comarca de Bocaiúva. Em 1926, a Comarca foi instalada e passou por algumas mudanças até se estabelecer como classificação de segunda entrância. A partir de 1970 era composta pelos municípios de: Bocaiúva, Claro dos Poções, Engenheiro Navarro e Francisco Dumont. Tal situação manteve-se até 1995, quando foram acrescentados os municípios de Guaraciama e Olhos D’água, de tal modo, a sua composição mantém-se até os dias atuais (MARTINS & SOARES, 2016).
Área de relacionamentos
Área de pontos de acesso
Pontos de acesso de assunto
Pontos de acesso local
Ocupações
Área de controle
Identificador de autoridade arquivística de documentos
Identificador da entidade custodiadora
Regras ou convenções utilizadas
Estado atual
Nível de detalhamento
Datas de criação, revisão e eliminação
Idioma(s)
Sistema(s) de escrita(s)
Fontes
FERREIRA, Jurandyr Pires. Brazópolis - Enciclopédia dos Municípios Brasileiros XXIV Volume. Rio de Janeiro. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 1958, p.202-205
MARTINS, Lúcio Urbano Silva; SOARES, Rosane Vianna. Comarcas de Minas. Imprensa Oficial de Minas Gerais, 2016.