Identificatie
Soort entiteit
Geauthoriseerde naam
Parallelle vormen van de naam
Gestandaardiseerde naamvorm(en) volgens andere regels.
Aandere naamsvormen
Identificatiecode voor organisaties
Beschrijving
Bestaansperiode
Geschiedenis
Plaatsen
Rechtsvorm
Functies, beroepen en activiteiten
Mandaat/bronnen van bevoegdheid
Interne structuren / genealogie
Algemene context
A atual região de Bom Sucesso começou a ser colonizada no início do século XVIII, nas proximidades da capela dedicada a Nossa Senhora do Bom Sucesso. De acordo com a tradição oral, a construção do templo iniciou-se como consequência do cumprimento da promessa feita por um governador. Na ocasião, ao transitar pela região, sua esposa entrou em trabalho de parto e o mesmo pediu graças para que o parto fosse bem sucedido. A veracidade de tal narrativa é questionável, todavia, Jurandyr Ferreira ao escrever a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, em 1958, afirma que pesquisas posteriores comprovaram a presença de Antônio Luiz de Távora, Governador da Capitania de São Paulo e Conde de Sarzedas, na região em torno de 1736 (FERREIRA, 1958).
No entanto, são escassas as fontes que corroboram com as informações sobre a colonização de Bom Sucesso. A população estabeleceu-se em 1754, conforme foi observado na provisão redigida por Jerônimo Dias Camelo de Vasconcelos, informando a necessidade do estabelecimento de tabelião no Arraial da Campanha do Rio Grande. Na transição do século XVIII para o XIX, a denominação Arraial do Bom Sucesso passou a ser utilizada em documentos oficiais, estabelecendo-se como pertencente ao Termo de São José, Comarca do Rio das Mortes (com sede em São João del Rei) (BARBOSA, 1971).
O arraial localizava-se na colina da Serra do Bom Sucesso, às margens do rio Pirapetinga e as terras férteis se mostraram propícias para atividades agrícolas. Na ocasião, o cultivo de café, fumo, cana, cereais e outros produtos foram desenvolvidos para a exportação para o abastecimento de regiões próximas (MOURÃO, 1905). No início do século XIX, o arraial presenciou vertiginoso desenvolvimento e a Capela de Nossa Senhora do Bom Sucesso foi elevada à condição de paróquia em 1825 (MARTINS e SOARES, 2016).
Em levantamento populacional realizado em 1830 é possível atestar o crescimento do povoado, isso porque o Arraial de Bom Sucesso possuía 145 fogos (famílias), pouco menos que a Vila de São José que reunia 158 fogos (RAPM, 1897). O crescimento populacional impulsionou a busca por instituições judiciais e administrativas. Todavia, os habitantes de Bom Sucesso encontravam dificuldades em recorrer à câmara municipal de São José que localizava-se a cerca de 15 léguas (aproximadamente 72 km) de distância. Desse modo, aliados à Sociedade Defensora da Liberdade e Independência Nacional foi redigida uma petição em 1832, para que o arraial fosse elevado à condição de vila (RAPM, 1912). Tal fato não ocorreu de imediato, uma vez que o arraial foi incorporado ao Município de Oliveira (1850). Uma nova mudança de jurisdição aconteceu em 1866, quando a freguesia foi atrelada ao município de São João del Rey (MARTINS e SOARES, 2016).
A criação do município de Bom Sucesso foi formalizada em 1872, atrelada à jurisdição da Comarca do Rio das Mortes. No ano seguinte, ocorreu a elevação da vila à categoria de cidade com o termo pertencente à Comarca de Oliveira (anteriormente, do Rio Lambari). O termo de Bom Sucesso foi reintegrado à Comarca do Rio das Mortes em 1880 e seis anos depois foi movido para a Comarca do Rio Sapucaí. A criação da Comarca do Bom Sucesso aconteceu em 1891 e anos depois foi integrada à de Lavras (1903). Em 1915, a Comarca de Bom Sucesso foi restaurada, composta do termo homônimo. Em 1948, a partir da reforma jurídica administrativa, que extinguiu os termos, a Comarca passou a ser composta pelos municípios de Bom Sucesso, Santo Antônio do Amparo e São Tiago; a partir de 1970, o município de Ibituruna foi anexado. Em 2001, atuava sob os municípios de Bom Sucesso e Ibituruna, posteriormente, em 2008, Santo Antônio do Amparo foi anexado, situação que se mantém até os dias atuais (MARTINS e SOARES, 2016).