Área de identificação
Tipo de entidade
Forma autorizada do nome
Forma(s) paralela(s) de nome
Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras
Outra(s) forma(s) de nome
identificadores para entidades coletivas
Área de descrição
Datas de existência
Histórico
Locais
Estado Legal
Funções, ocupações e atividades
Mandatos/fontes de autoridade
Estruturas internas/genealogia
Contexto geral
Localizado na bacia hidrográfica do Rio das Velhas, o território de Curvelo foi originalmente habitado pelos indígenas denominados goianás. A ocupação do município por colonizadores iniciou-se nas primeiras décadas do século XVIII, quando um pequeno povoado se desenvolveu em torno da capela erguida em devoção à Santo Antônio pelo padre Antônio de Ávila Corvello. Pela forte influência política, o clérigo assumiu o controle de uma série de levantes contra a administração do Conde de Assumar - D. Pedro de Almeida e Portugal -, especialmente em decorrência à cobrança do Quinto (imposto sobre o ouro), nas primeiras décadas do século XVIII (CATÃO, 2005),
A data de instauração da freguesia é um tema controverso entre as fontes bibliográficas, margeando entre os anos de 1720 e 1750. Mesmo localizado em uma área de sertões, o Arraial de Santo Antônio do Curvelo desenvolveu-se sob o olhar dos governantes e com relevância para a Capitania de Minas Gerais. Composto por uma vasta extensão de fazendas, foi uma das principais regiões pecuaristas, exportando gado para as zonas mineradoras, além de outros mantimentos. O povoado também serviu de passagem para a Bahia e área de pouso para viajantes com destino ao Distrito Diamantino (ÁLVARES, 2007).
A transitoriedade de pessoas pelo povoado fortaleceu o comércio, visto que, os viajantes utilizavam o local para abastecimento, além de comercializarem as mercadorias que traziam consigo. Ademais, contribuiu também para a circulação de informações e ideias diversas, gerando em Curvelo uma certa instabilidade política, que deu origem a revoltas, motins, levantes e perseguições políticas e religiosas aos opositores da Coroa (CATÃO, 2005). Em 1760 e em 1766, a região foi palco de duas inconfidências fruto das denúncias de blasfêmia contra a Coroa portuguesa. Nas duas ocasiões, os acusados foram presos e exilados, dentre eles o padre Carlos José de Lima (ÁLVARES, 2007).
No século seguinte, o Arraial de Santo Antônio do Curvelo foi elevado à condição de Vila de Curvelo (1831), com jurisdição abrangendo os distritos de: Morro da Garça, Bagre e São Gonçalo da Fábrica (MARTINS & SOARES, 2016). Na década de 1860, a indústria têxtil proporcionou o enriquecimento da região, dando origem a diversas vilas operárias a partir do assentamento de trabalhadores nas áreas adjacentes às indústrias (BARBOSA, 1971). Nesse contexto, Curvelo tornou-se cidade pela Lei nº 1.740 datada de 1870.
Ao longo do século XIX, transitou entre comarcas: Rio das Velhas (até 1833), Serro Frio (até 1840), retornou à do Rio das Velhas (até 1870), quando foi integrada à Comarca do Pitangui. Dois anos depois passou a pertencer à Comarca do Rio Paraopeba (FERREIRA, 1958). Entretanto, em 1891, estabeleceu-se o Termo de Curvelo como sede da Comarca do Rio Paraopeba, que foi renomeada e deu origem à Comarca de Curvelo (MARTINS & SOARES, 2016). Durante o século XX, a partir dos anos de 1970, a Comarca de Curvelo passou a ser composta pelos municípios de: Curvelo, Felixlândia, Inimutaba, Morro da Garça e Presidente Juscelino (TJMG, 2024), situação que se mantém até os dias atuais.