Comarca de Curvelo

Área de identificação

Tipo de entidade

Entidade coletiva

Forma autorizada do nome

Comarca de Curvelo

Forma(s) paralela(s) de nome

    Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras

      Outra(s) forma(s) de nome

        identificadores para entidades coletivas

        0209

        Área de descrição

        Datas de existência

        10/05/1892

        Histórico

        Locais

        Estado Legal

        Funções, ocupações e atividades

        Mandatos/fontes de autoridade

        Estruturas internas/genealogia

        Contexto geral

        Localizado na bacia hidrográfica do Rio das Velhas, o território de Curvelo foi originalmente habitado pelos indígenas denominados goianás. A ocupação do município por colonizadores iniciou-se nas primeiras décadas do século XVIII, quando um pequeno povoado se desenvolveu em torno da capela erguida em devoção à Santo Antônio pelo padre Antônio de Ávila Corvello. Pela forte influência política, o clérigo assumiu o controle de uma série de levantes contra a administração do Conde de Assumar - D. Pedro de Almeida e Portugal -, especialmente em decorrência à cobrança do Quinto (imposto sobre o ouro), nas primeiras décadas do século XVIII (CATÃO, 2005),

        A data de instauração da freguesia é um tema controverso entre as fontes bibliográficas, margeando entre os anos de 1720 e 1750. Mesmo localizado em uma área de sertões, o Arraial de Santo Antônio do Curvelo desenvolveu-se sob o olhar dos governantes e com relevância para a Capitania de Minas Gerais. Composto por uma vasta extensão de fazendas, foi uma das principais regiões pecuaristas, exportando gado para as zonas mineradoras, além de outros mantimentos. O povoado também serviu de passagem para a Bahia e área de pouso para viajantes com destino ao Distrito Diamantino (ÁLVARES, 2007).

        A transitoriedade de pessoas pelo povoado fortaleceu o comércio, visto que, os viajantes utilizavam o local para abastecimento, além de comercializarem as mercadorias que traziam consigo. Ademais, contribuiu também para a circulação de informações e ideias diversas, gerando em Curvelo uma certa instabilidade política, que deu origem a revoltas, motins, levantes e perseguições políticas e religiosas aos opositores da Coroa (CATÃO, 2005). Em 1760 e em 1766, a região foi palco de duas inconfidências fruto das denúncias de blasfêmia contra a Coroa portuguesa. Nas duas ocasiões, os acusados foram presos e exilados, dentre eles o padre Carlos José de Lima (ÁLVARES, 2007).

        No século seguinte, o Arraial de Santo Antônio do Curvelo foi elevado à condição de Vila de Curvelo (1831), com jurisdição abrangendo os distritos de: Morro da Garça, Bagre e São Gonçalo da Fábrica (MARTINS & SOARES, 2016). Na década de 1860, a indústria têxtil proporcionou o enriquecimento da região, dando origem a diversas vilas operárias a partir do assentamento de trabalhadores nas áreas adjacentes às indústrias (BARBOSA, 1971). Nesse contexto, Curvelo tornou-se cidade pela Lei nº 1.740 datada de 1870.

        Ao longo do século XIX, transitou entre comarcas: Rio das Velhas (até 1833), Serro Frio (até 1840), retornou à do Rio das Velhas (até 1870), quando foi integrada à Comarca do Pitangui. Dois anos depois passou a pertencer à Comarca do Rio Paraopeba (FERREIRA, 1958). Entretanto, em 1891, estabeleceu-se o Termo de Curvelo como sede da Comarca do Rio Paraopeba, que foi renomeada e deu origem à Comarca de Curvelo (MARTINS & SOARES, 2016). Durante o século XX, a partir dos anos de 1970, a Comarca de Curvelo passou a ser composta pelos municípios de: Curvelo, Felixlândia, Inimutaba, Morro da Garça e Presidente Juscelino (TJMG, 2024), situação que se mantém até os dias atuais.

        Área de relacionamentos

        Área de pontos de acesso

        Pontos de acesso de assunto

        Pontos de acesso local

        Ocupações

        Área de controle

        Identificador de autoridade arquivística de documentos

        BR MGTJMG 0209

        Identificador da entidade custodiadora

        Tribunal de Justiça de Minas Gerais - TJMG

        Regras ou convenções utilizadas

        Estado atual

        Nível de detalhamento

        Mínimo

        Datas de criação, revisão e eliminação

        Idioma(s)

          Sistema(s) de escrita(s)

            Fontes

            Notas de manutenção