Área de identificação
Tipo de entidade
Forma autorizada do nome
Forma(s) paralela(s) de nome
Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras
Outra(s) forma(s) de nome
identificadores para entidades coletivas
Área de descrição
Datas de existência
Histórico
Locais
Estado Legal
Funções, ocupações e atividades
Mandatos/fontes de autoridade
Estruturas internas/genealogia
Contexto geral
A atual região da cidade de Formiga foi um ponto de paragem e repouso de tropeiros e bandeirantes que atravessavam o Oeste mineiro, situada no caminho aberto por novas expedições colonizadoras entre os povoados de Tamanduá e de Piumhi. Segundo a tradição oral, a denominação “Ribeirão da Formiga” foi resultado do ataque de uma enorme quantidade de formigas à carga de açúcar dos viajantes que estavam em um pouso, às margens do ribeirão (FERREIRA, 1958). Entre os anos de 1725 até 1746, a região próxima a Formiga serviu de abrigo para indígenas e escravizados fugidos, dando origem ao Quilombo do Ambrósio. Em 1746, o Quilombo foi atacado a mando do governador Gomes Freire de Andrade pelas tropas do capitão Antônio João de Oliveira, como prática da política da Coroa portuguesa em dizimar assentamentos compostos por escravizados fugidos (MARTINS & SOARES, 2016).
Posteriormente, cartas de sesmarias foram concedidas com o objetivo de promover a interiorização do território, entre elas, a da região de Formiga, dada a Domingos Antônio da Silveira. Em virtude disso, os primeiros registros sobre o arraial datam de meados do século XVIII. Desde o período de sua formação até o primeiro quartel do século XIX, Formiga esteve sob a jurisdição da Comarca do Rio das Mortes (cuja sede era São João Del Rei) (BARBOSA, 1971).
Nos primórdios dos oitocentos, Formiga foi visitada por viajantes estrangeiros, como Johann Emanuel Pohl e Auguste Saint-Hilaire, o último legou importantes visões sobre a vila. Em sua perspectiva: “veem-se em Formiga várias lojas e vendas mal sortidas, [...] apesar da indigência que anuncia o seu aspecto, parece que há gente bastante rica nos seus arredores e na própria vila. Localizada às portas do sertão, Formiga faz um comércio considerável com essa zona. Os marchantes entretêm relações diretas com o Rio de Janeiro; enviam para o interior do sertão o sal, o ferro e outras mercadorias que recebem da capital, e recebem em troca, couros, peles de veado, algodão e gado, [...] mas são os porcos que, como já disse, constituem a principal riqueza do distrito”. Ademais, “como a região é muito comercial e aí passam continuamente caravanas provenientes de Goiás ou do Sertão, todas as mercadorias se vendem facilmente e são muito caras”. Ou seja, a sua posição estratégica e a produção local para abastecimento interno proporcionaram meios que garantiram a manutenção do vilarejo e o seu desenvolvimento. Não à toa, em 1832, com a ocupação da região consolidada, foi erguida uma nova capela em homenagem à São Vicente de Férrer, visto que a anterior, segundo Saint Hilaire “não tem teto, é quase nua no interior e corresponde perfeitamente ao estado miserável das casas” (SAINT-HILAIRE, p. 150).
A elevação à freguesia do Curato da Formiga do Tamanduá deu-se no mesmo ano. A partir da publicação do Decreto de 14 de julho. Pela Lei nº 134, de 16 de março de 1839, a vila passou a ser denominada de Nova da Formiga. Em 1842, a Vila Nova da Formiga foi anexada ao Termo de Piumhi e por um curto espaço de tempo, foi incorporada também ao Termo de Tamanduá. Em 1858, o termo foi separado de Piumhi e oito anos depois criou-se a Comarca do Rio Pará, constituída por Tamanduá, Formiga e Oliveira. Anterior a criação da Comarca do Rio Pará, o termo de Formiga pertencia à Comarca do Rio Grande e retornou à Comarca de forma definitiva apenas no ano de 1870 (MARTINS & SOARES, 2016).
A Comarca de Rio Grande recebeu nova denominação de Formiga em 1891, passando por novas alterações em sua composição, integrando os municípios de Piumhi e Tamanduá. A partir de 1903 os municípios de Formiga, Bambuí e Santo Antônio do Monte foram anexados, até 1915, quando voltou a ser constituída apenas pelo município homônimo. Com a supressão dos termos (Lei n.º 336, de 27 de dezembro de 1948), a sua constituição foi novamente alterada, assim, até 1953, era composta por Formiga, Iguatama, Pains e Pimenta. A partir de 1970, atendia aos municípios de Formiga e Pimenta, em 1995, Córrego Fundo também foi anexado. A partir de 2008, as duas últimas foram transformadas em comarcas, mas não foram instaladas, continuando sob a jurisdição de Formiga. (MARTINS & SOARES, 2016).