Área de identificação
Tipo de entidade
Forma autorizada do nome
Forma(s) paralela(s) de nome
Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras
Outra(s) forma(s) de nome
identificadores para entidades coletivas
Área de descrição
Datas de existência
Histórico
Locais
Estado Legal
Funções, ocupações e atividades
Mandatos/fontes de autoridade
Estruturas internas/genealogia
Contexto geral
O surgimento de Juiz de Fora está relacionado com o movimento de interiorização do território no final do século XVII. Seguindo cursos de rios, o trajeto em direção a província do Rio de Janeiro era longo e comumente sucedidos de roubos e contrabando (FERREIRA, 1958). Nesse contexto, a Coroa portuguesa incubiu o sertanista Garcia Rodrigues Pais pela elaboração de uma rota para escoamento de metais e pedras preciosas de maneira mais segura, concluída em 1709. Por meio da concessão das sesmarias estabeleceram-se as primeiras ocupações autorizadas entre 1708 e 1710, uma delas por João de Oliveira que vendeu suas terras à Luiz Fortes Bustamante e Sá, juiz de fora da Cidade do Rio de Janeiro, cunhando o nome da região como “sesmaria de juiz de fora” (RINCO & BACELLAR, 2007). O Arraial de Santo Antônio do Paraibuna estava inserido na rota de trocas e escoamento de produtos (principalmente minérios), garantindo o seu desenvolvimento. Do século XVIII até começos dos XIX, o Arraial de Santo Antônio do Juiz de Fora esteve sob a jurisdição da Comarca do Rio das Mortes.
Durante a segunda metade do século XVIII, a região em torno do caminho novo foi palco de um intenso desenvolvimento habitacional a partir da distribuição, venda e expansão das sesmarias. Todavia, com o grande número de fazendas ali estabelecidas e o crescente movimento da região, a produção agrícola tornou-se abundante, dificultando o escoamento dos produtos ou entrada de outros. Dessa maneira, a fim de solucionar o problema, o Governo da Província optou por contratar em 1836, o engenheiro Henrique Guilherme Fernando Halfeld, para construir uma nova estrada na região, denominada estrada do Paraibuna (BASTOS, 2004 apud LEITE, 2008). O estabelecimento de fazendas dos moradores do antigo povoado, o Arraial de Santo Antônio do Juiz de Fora começou a ganhar forma no percurso da Estrada Nova (BASTOS, 2004 apud LEITE, 2008).
Em 1850, o arraial foi elevado à vila sob denominação de Santo Antônio do Paraibuna, integrado à Comarca do Paraibuna, abrangendo a paróquia de Santo Antônio do Juiz de Fora e a paróquia de Chapéu das Uvas (MARTINS & SOARES, 2016). Em 1852, a expansão da produção de café despertou, nos agentes públicos e privados, o interesse pela construção de uma malha ferroviária e rodoviária moderna a fim de garantir o escoamento efetivo da produção (BARTHOLOMEU, 2019). Dessa forma, o engenheiro e comendador barbacenense Mariano Procópio Ferreira Lage deu início à construção e idealização da Estrada União e Indústria, ligando a vila à Petrópolis, possuindo papel crucial no desenvolvimento comercial da região, voltado para a produção do café.
Em 1856, a Vila de Santo Antônio do Paraibuna foi elevada à condição de cidade, sob a denominação de Cidade do Paraibuna. Em 1865 recebeu a denominação de Juiz de Fora, ainda sob jurisdição da Comarca do Paraibuna. A produção cafeeira favoreceu a expansão industrial, econômica e demográfica de Juiz de Fora, que, pela notoriedade que adquiriu a partir da industrialização, tornou-se conhecida como “Manchester Mineira”, em referência à cidade inglesa que destacou-se pelo avançado desenvolvimento tecnológico no século XIX. Em 1891, a denominação da Comarca de Paraibuna foi alterada para Juiz de Fora. A partir dos anos de 1970, além de seu município sede, a Comarca de Juiz de Fora anexou os municípios de Belmiro Braga, Chácara e Coronel Pacheco, situação que se manteve até 2008, com a saída do primeiro. (MARTINS & SOARES, 2016)