Comarca de Boa Esperança

Área de identificação

Tipo de entidade

Entidade coletiva

Forma autorizada do nome

Comarca de Boa Esperança

Forma(s) paralela(s) de nome

    Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras

      Outra(s) forma(s) de nome

        identificadores para entidades coletivas

        0071

        Área de descrição

        Datas de existência

        12/10/1922

        Histórico

        A Comarca de Dores da Boa Esperança é criada em 1891, pela Lei nº 11, quando então Comarca de Sapucaí passa a se denominar Comarca de Dores da Boa Esperança, entretanto, entende-se que sua atuação judicial se iniciou em 1866, quando a vila foi incorporada à Comarca do Sapucaí.

        Locais

        Estado Legal

        Funções, ocupações e atividades

        Mandatos/fontes de autoridade

        Estruturas internas/genealogia

        Contexto geral

        No final do século XVIII, a atual região de Boa Esperança serviu como rota de bandeirantes, motivados pela busca do ouro e pela captura de indígenas. A ausência de riquezas minerais resultou no assentamento de famílias que se dedicaram à produção de gêneros agrícolas, no intuito de abastecer as regiões adjacentes. O arraial formou-se a partir da doação de terras de José Meireles de Matos e Francisco José da Silva Serrote para a construção da capela em devoção à Nossa Senhora das Dores. Em torno dela, o povoado organizou-se sob o nome de Dores do Pântano e esteve sob a jurisdição da Comarca do Rio das Mortes (FERREIRA 1958).

        Em 1813, durante a transição dos períodos colonial para o imperial, houve a elevação à paróquia, à freguesia e distrito, denominados de Dores da Boa Esperança. Em 1841, a povoação de Três Pontas foi elevada à condição de vila, abrangendo o Distrito de Dores da Boa Esperança. No ano seguinte, a povoação ganhou destaque com a Revolução Liberal ao se inserir no combate “contra os liberais de Dores do Indaiá e localidades vizinhas, que ali se concentraram” (BARBOSA, 1971, p. 75), fato que garantiu mais prestígio aos seus moradores. Em 1866, a Freguesia de Dores da Boa Esperança foi elevada à categoria de vila e o município passou a ser composto pelas freguesias de Dores da Boa Esperança, do Aguapé e pelo Distrito de Cristais. Em âmbito jurídico também passou por mudanças, ao ser incorporada à Comarca do Sapucaí pela mesma lei (MARTINS & SOARES, 2016).

        Em 1869, a Vila foi elevada à Cidade e no ano seguinte, o Termo de Dores da Boa Esperança foi anexado ao de Três Pontas e seis anos depois, o mesmo passou a integrar a Comarca de Três Pontas. Em 1890, no contexto de reestruturação do judiciário, foi determinada a criação de uma comarca composta pelos municípios de Dores da Boa Esperança e do Carmo do Rio Claro, nomeada de Comarca do Sapucaí. No ano seguinte, o nome da Comarca foi alterado para Dores da Boa Esperança. Em 1903, a Comarca de Dores da Boa Esperança foi suprimida e o seu termo foi integrado à Comarca de Três Pontas. Tal situação foi alterada alguns anos depois com a restauração da Comarca. O Termo de Dores da Boa Esperança foi anexado à Comarca de mesmo nome em 1916.

        Em 1948, a Comarca de Boa Esperança passou a atuar sobre os municípios de Boa Esperança e Coqueiral e em 1953, Ilicínea. No ano de 1970, o município de Guapé foi anexado e retirado no intervalo de cinco anos. Desse modo, os municípios que atualmente compõem a Comarca de Boa Esperança são: Boa Esperança, Coqueiral e Ilicínea.

        Para maiores informações, consultar referências bibliográficas.

        Área de relacionamentos

        Área de pontos de acesso

        Pontos de acesso de assunto

        Pontos de acesso local

        Ocupações

        Área de controle

        Identificador de autoridade arquivística de documentos

        BR MGTJMG 0071

        Identificador da entidade custodiadora

        Tribunal de Justiça de Minas Gerais - TJMG

        Regras ou convenções utilizadas

        Estado atual

        Nível de detalhamento

        Mínimo

        Datas de criação, revisão e eliminação

        Idioma(s)

          Sistema(s) de escrita(s)

            Fontes

            FERREIRA, Jurandyr Pires. Boa Esperança - Enciclopédia dos Municípios Brasileiros XXIV Volume. Rio de Janeiro. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 1958. p.196

            MARTINS, Lúcio Urbano Silva; SOARES, Rosane Vianna. Comarcas de Minas. Imprensa Oficial de Minas Gerais, 2016.

            VELLASCO, Ivan de Andrade. A cultura da violência: os crimes na Comarca do Rio das Mortes - Minas Gerais Século XIX. Tempo [online]. 2005, v. 9, n. 18 [Acessado 4 Janeiro 2024], pp. 171-195.

            Notas de manutenção