Área de identificação
Tipo de entidade
Forma autorizada do nome
Forma(s) paralela(s) de nome
Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras
Outra(s) forma(s) de nome
identificadores para entidades coletivas
Área de descrição
Datas de existência
Histórico
A Comarca de Dores da Boa Esperança é criada em 1891, pela Lei nº 11, quando então Comarca de Sapucaí passa a se denominar Comarca de Dores da Boa Esperança, entretanto, entende-se que sua atuação judicial se iniciou em 1866, quando a vila foi incorporada à Comarca do Sapucaí.
Locais
Estado Legal
Funções, ocupações e atividades
Mandatos/fontes de autoridade
Estruturas internas/genealogia
Contexto geral
No final do século XVIII, a atual região de Boa Esperança serviu como rota de bandeirantes, motivados pela busca do ouro e pela captura de indígenas. A ausência de riquezas minerais resultou no assentamento de famílias que se dedicaram à produção de gêneros agrícolas, no intuito de abastecer as regiões adjacentes. O arraial formou-se a partir da doação de terras de José Meireles de Matos e Francisco José da Silva Serrote para a construção da capela em devoção à Nossa Senhora das Dores. Em torno dela, o povoado organizou-se sob o nome de Dores do Pântano e esteve sob a jurisdição da Comarca do Rio das Mortes (FERREIRA 1958).
Em 1813, durante a transição dos períodos colonial para o imperial, houve a elevação à paróquia, à freguesia e distrito, denominados de Dores da Boa Esperança. Em 1841, a povoação de Três Pontas foi elevada à condição de vila, abrangendo o Distrito de Dores da Boa Esperança. No ano seguinte, a povoação ganhou destaque com a Revolução Liberal ao se inserir no combate “contra os liberais de Dores do Indaiá e localidades vizinhas, que ali se concentraram” (BARBOSA, 1971, p. 75), fato que garantiu mais prestígio aos seus moradores. Em 1866, a Freguesia de Dores da Boa Esperança foi elevada à categoria de vila e o município passou a ser composto pelas freguesias de Dores da Boa Esperança, do Aguapé e pelo Distrito de Cristais. Em âmbito jurídico também passou por mudanças, ao ser incorporada à Comarca do Sapucaí pela mesma lei (MARTINS & SOARES, 2016).
Em 1869, a Vila foi elevada à Cidade e no ano seguinte, o Termo de Dores da Boa Esperança foi anexado ao de Três Pontas e seis anos depois, o mesmo passou a integrar a Comarca de Três Pontas. Em 1890, no contexto de reestruturação do judiciário, foi determinada a criação de uma comarca composta pelos municípios de Dores da Boa Esperança e do Carmo do Rio Claro, nomeada de Comarca do Sapucaí. No ano seguinte, o nome da Comarca foi alterado para Dores da Boa Esperança. Em 1903, a Comarca de Dores da Boa Esperança foi suprimida e o seu termo foi integrado à Comarca de Três Pontas. Tal situação foi alterada alguns anos depois com a restauração da Comarca. O Termo de Dores da Boa Esperança foi anexado à Comarca de mesmo nome em 1916.
Em 1948, a Comarca de Boa Esperança passou a atuar sobre os municípios de Boa Esperança e Coqueiral e em 1953, Ilicínea. No ano de 1970, o município de Guapé foi anexado e retirado no intervalo de cinco anos. Desse modo, os municípios que atualmente compõem a Comarca de Boa Esperança são: Boa Esperança, Coqueiral e Ilicínea.
Para maiores informações, consultar referências bibliográficas.
Área de relacionamentos
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Pontos de acesso de assunto
Pontos de acesso local
Ocupações
Área de controle
Identificador de autoridade arquivística de documentos
Identificador da entidade custodiadora
Regras ou convenções utilizadas
Estado atual
Nível de detalhamento
Datas de criação, revisão e eliminação
Idioma(s)
Sistema(s) de escrita(s)
Fontes
FERREIRA, Jurandyr Pires. Boa Esperança - Enciclopédia dos Municípios Brasileiros XXIV Volume. Rio de Janeiro. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 1958. p.196
MARTINS, Lúcio Urbano Silva; SOARES, Rosane Vianna. Comarcas de Minas. Imprensa Oficial de Minas Gerais, 2016.
VELLASCO, Ivan de Andrade. A cultura da violência: os crimes na Comarca do Rio das Mortes - Minas Gerais Século XIX. Tempo [online]. 2005, v. 9, n. 18 [Acessado 4 Janeiro 2024], pp. 171-195.