Área de identificação
Tipo de entidade
Forma autorizada do nome
Forma(s) paralela(s) de nome
Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras
Outra(s) forma(s) de nome
identificadores para entidades coletivas
Área de descrição
Datas de existência
Histórico
A Comarca de Bonfim foi criada em 1891 a partir da lei provincial n° 11, de 13 de novembro. Entretanto, compreende-se que sua atuação judicial se iniciou por volta de 1839, quando a Vila do Bonfim pertencia à Comarca de Ouro Preto.
Locais
Estado Legal
Funções, ocupações e atividades
Mandatos/fontes de autoridade
Estruturas internas/genealogia
Contexto geral
Anteriormente à colonização portuguesa, o território de Bonfim foi ocupado pelos indígenas denominados cataguases. No final do século XVII, a região começou a ser colonizada por integrantes da bandeira de Fernão Dias, que saíram de São Paulo com o intuito de aprisionar indígenas para a escravização, bem como impulsionados pela busca de riquezas minerais. Alguns integrantes da expedição optaram pelo estabelecimento na região a fim cultivar alimentos e criar animais para alimentar o comércio interno, especialmente para o abastecimento das regiões mineradoras que viviam o auge da exploração aurífera (FERREIRA, 1958).
O clima temperado, as nascentes de água e a fertilidade do solo foram fatores importantes para que agricultores se estabelecessem na região do Alto do Paraopeba. Entre eles estavam Manoel Teixeira Sobreira e Manoel Machado que receberam sesmarias na região de Bonfim, onde futuramente foi desenvolvido o povoado denominado como Arraial da Rocinha. Em 1750, Sobreira tornou-se um dos homens mais abastados da Capitania de Minas Gerais e foi responsável pela importação de uma imagem do padroeiro de Setúbal, em Portugal, para a recém erguida a capela consagrada à Nosso Senhor Bom Jesus do Bonfim. Por esse motivo, o Arraial da Rocinha foi renomeado para Bonfim, subordinado à Comarca de Vila Rica - posteriormente, Ouro Preto - (FERREIRA, 1958).
No período imperial, o arraial passou por grande desenvolvimento econômico e administrativo. Em 1836, Bonfim foi considerado o terceiro povoado mais populoso do Distrito de Congonhas do Campo, fato que contribuiu para a elevação à condição de vila e município em 1839. No ano de 1860, a Vila do Bonfim passou a ser denominada de Cidade do Bonfim do Paraopeba e transitou entre comarcas diferentes, como a do Pará (1850), Indaiá (1855), Paraopeba (1870), Ouro Preto (1871), Queluz (1872), Pará (1875), Entre Rios (1878), até que em 1891 foi criada a Comarca de Bonfim (MARTINS e SOARES, 2016).
A dificuldade da consolidação jurídica se manteve até final do século XIX e apenas durante o período republicano foi criada a Comarca de Bonfim, constituída apenas pelo município homônimo. Entretanto, em 1903, a Comarca foi suprimida e o município foi integrado a de Entre Rios. A Comarca do Bonfim foi restabelecida em 1915, abrangendo apenas o Termo de Bonfim (MARTINS e SOARES, 2016).
Em 1948, a Comarca de Bonfim passou a ser composta pelos municípios de Bonfim, Belo Vale, Brumadinho, Crucilândia e Itaguara. A situação foi alterada em 1953, quando permaneceram apenas os municípios de Bonfim e Crucilândia. Em 1970, o município de Piedade dos Gerais foi incorporado e, em 1995, o de Rio Manso. Desde então, a jurisdição da Comarca de Bonfim permanece inalterada (MARTINS e SOARES, 2016).
Para maiores informações, consultar referências bibliográficas.
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Ocupações
Área de controle
Identificador de autoridade arquivística de documentos
Identificador da entidade custodiadora
Regras ou convenções utilizadas
Estado atual
Nível de detalhamento
Datas de criação, revisão e eliminação
Idioma(s)
Sistema(s) de escrita(s)
Fontes
MARTINS, Lúcio Urbano Silva; SOARES, Rosane Vianna. Comarcas de Minas. Imprensa Oficial de Minas Gerais, 2016.