Comarca de Conceição do Mato Dentro

Área de identificação

Tipo de entidade

Entidade coletiva

Forma autorizada do nome

Comarca de Conceição do Mato Dentro

Forma(s) paralela(s) de nome

    Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras

      Outra(s) forma(s) de nome

        identificadores para entidades coletivas

        0175

        Área de descrição

        Datas de existência

        15/03/1892

        Histórico

        A Comarca de Conceição do Mato Dentro, ou conforme as antigas denominações, Rio Santo Antônio (Lei nº 2.204, de 01/06/1876), Conceição do Serro (Lei nº 11, de 13/11/1891) e Conceição (Lei nº 879, de 24/01/1925) foi criada pela Lei nº 2.204, de 01/06/1876, composta pelo município de Conceição do Serro.

        Apenas com o Decreto-lei nº 1.058, de 31/12/1943, a comarca passou a se denominar Comarca de Conceição do Mato Dentro.

        Locais

        Estado Legal

        Funções, ocupações e atividades

        Mandatos/fontes de autoridade

        Estruturas internas/genealogia

        Contexto geral

        O atual município de Conceição do Mato Dentro, região central de Minas Gerais, localiza-se no lado oriental da Serra do Cipó, na Cordilheira do Espinhaço, patrimônio natural e cultural do Brasil. O território foi originalmente ocupado por indígenas vulgarmente chamados de “botocudos”, em referência a utilização dos botoques (adornos colocados nas orelhas e lábios). A região atraiu colonizadores no início do século XVIII, como o caso da expedição comandada pelo coronel Antônio Soares Ferreira que partiu de Sabará em 1701. A busca pelas lavras auríferas no Ivituruí ou Serro Frio, bem como, o aprisionamento de indígenas foram catalisadores para conflitos. Uma vez que nesse contexto, os indígenas não apenas defendiam seu território, como também a própria liberdade frente à escravização praticada pelos bandeirantes.

        Por um lado, a notícia da presença de ouro foi fator central para o rápido povoamento da Capitania de Minas Gerais, gerando a formação de arraiais e vilas. Por outro, provocou a dizimação de indígenas (pelas “guerras justas” ou por doenças infecciosas) e a fuga dos mesmos para o interior da capitania (CORRÊA, 2022). Em 1702, os bandeirantes chegaram às nascentes de um curso d’água que ficou conhecido como ribeirão de Santo Antônio. Após a partilha das lavras, arraiais desenvolveram-se em torno das capelas de Nossa Senhora Aparecida (Arraial de Córregos), Nossa Senhora da Conceição (Arraial de Conceição) e Nossa Senhora do Pilar (Morro do Pilar). Desses três, o de Conceição se destacou pelo desenvolvimento, tanto pelo o clima agradável, quanto pela elevada presença de ouro, por isso, foi elevado à Freguesia de Nossa Senhora da Conceição em 1709. Em decorrência do aumento populacional e da expansão territorial, em 1750, foi elevado à distrito, inicialmente atrelado a Comarca do Sabará e posteriormente, a Comarca do Serro Frio (1842), em consonância ao desenvolvimento interno da região (FERREIRA, 1958).

        Os pedidos para elevação à vila foram atendidos apenas no período imperial, conforme o Artigo 2º da Lei Provincial n.º 171, de 23 de março de 1840, passando a se chamar Vila de Conceição. Em 1876 foi criada a Comarca do Rio Santo Antônio, sem ligação com a antiga comarca de mesmo nome, compreendendo os municípios de Conceição do Serro e o de São Miguel de Guanhães (anexado em 1876). Alguns anos depois, o último foi transferido para a Comarca do Serro, que foi reincorporado à do Rio Santo Antônio em 1886 até ser transferido para a Comarca do Rio Doce pelo Decreto n.º 35, de 4 de abril de 1890 (MARTINS, 2016).

        No período republicano, no mesmo ano da transferência de São Miguel de Guanhães para a Comarca do Rio Doce, o Decreto n.º 202, de 9 de outubro de 1890, anexou o município de Santana dos Ferros à Comarca do Rio Santo Antônio. Ainda no mesmo ano, o Decreto nº 255, de 28 de novembro criou a Comarca de Ferros, desmembrando o Município de Santana dos Ferro, que a partir da Lei nº 11, de 13 de novembro de 1891, passou a ser denominada de Comarca de Conceição do Serro (MARTINS, 2016).

        O município de Ferros foi anexado novamente à Comarca de Conceição do Serro em 1903, quando a Comarca de Ferros foi suprimida até ser restaurada em 1915. Na década seguinte, tanto o município, quanto a Comarca tiveram uma nova mudança na denominação para Conceição. Durante a Era Vargas, foi novamente alterada a denominação do município e da Comarca para Conceição do Mato Dentro. Com a reforma do sistema judiciário em 1948, a fim de estabilizar as comarcas, os termos judiciários foram extintos, dividindo a administração judiciária em comarcas e distritos. Nesse contexto, a Comarca de Conceição do Mato Dentro era composta pelo município homônimo e por Dom Joaquim (MARTINS, 2016).

        A partir de 1970, a Comarca era composta por: Conceição do Mato Dentro, Morro do Pilar, Congonhas do Norte, Dom Joaquim (incorporado após a supressão da comarca de mesmo nome), Santo Antônio do Rio Abaixo e São Sebastião do Rio Preto. Em 1988 os municípios de Santo Antônio do Rio Abaixo e de São Sebastião do Rio Preto foram transferidos para a Comarca de Santa Maria do Itabira. A Lei Complementar nº 59, de 18 de janeiro de 2001 estabeleceu que a Comarca de Conceição do Mato Dentro seria classificada como primeira entrância composta por um juiz e em 2014, os municípios de São Sebastião do Rio Preto e Santo Antônio do Rio Abaixo foram incorporados à Comarca de Conceição do Mato Dentro até a instalação da Comarca de Santa Maria do Itabira (MARTINS, 2016).

        Para maiores informações, consultar referências bibliográficas.

        Área de relacionamentos

        Área de pontos de acesso

        Pontos de acesso de assunto

        Pontos de acesso local

        Ocupações

        Área de controle

        Identificador de autoridade arquivística de documentos

        BR MGTJMG 0175

        Identificador da entidade custodiadora

        Tribunal de Justiça de Minas Gerais - TJMG

        Regras ou convenções utilizadas

        Estado atual

        Nível de detalhamento

        Mínimo

        Datas de criação, revisão e eliminação

        Idioma(s)

          Sistema(s) de escrita(s)

            Fontes

            CORRÊA, Dianaluz da Costa Leme; Apropriação da terra e do trabalho em Conceição do Mato Dentro. Revista Vozes dos Vales: Publicações Acadêmicas Nº. 22, 2022

            FERREIRA, Jurandyr Pires. Conceição do Mato Dentro - Enciclopédia dos Municípios Brasileiros XXIV Volume. Rio de Janeiro.Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 1958. p.472 - p.479

            MARTINS, Lúcio Urbano Silva; SOARES, Rosane Vianna. Comarcas de Minas. Imprensa Oficial de Minas Gerais, 2016.

            História. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/conceicao-do-mato-dentro/historico. Acesso em: 19 de Out. de 2023

            Notas de manutenção