Comarca de Conselheiro Lafaiete

Zone d'identification

Type d'entité

Collectivité

Forme autorisée du nom

Comarca de Conselheiro Lafaiete

forme(s) parallèle(s) du nom

    Forme(s) du nom normalisée(s) selon d'autres conventions

      Autre(s) forme(s) du nom

        Numéro d'immatriculation des collectivités

        0183

        Zone de description

        Dates d’existence

        07/03/1892

        Historique

        Originalmente parte da Comarca do Rio das Mortes durante o século XVIII e posteriormente da Comarca de Ouro Preto, a cidade de Conselheiro Lafaiete, antiga Vila de Queluz, pela Lei nº 1.867, de 15/07/1872 foi incorporada à recém-criada Comarca de Queluz.
        Denominada de Comarca de Conselheiro Lafaiete pelo Decreto nº 11.274, de 27/03/1934, compreende os municípios de Conselheiro Lafaiete, Casa Grande, Catas Altas da Noruega, Cristiano Otoni, Itaverava, Lamim, Queluzito e Rio Espera Santana dos Montes.

        Lieux

        Statut légal

        Fonctions et activités

        Textes de référence

        Organisation interne/Généalogie

        Contexte général

        Anteriormente ao primeiro povoamento português, a região onde se encontra Conselheiro Lafaiete foi habitada pelos Carijós. Jurandyr Pires Ferreira (1958) afirma que esses indígenas guaranis moveram-se do litoral para o interior em razão da violência cometida pelos colonizadores. A presença desses povos serviu como atrativo aos bandeirantes que buscavam a escravização dos mesmos, bem como interiorização do território e busca por metais preciosos. A primeira onda colonizadora foi responsável por incutir no imaginário colonizador que os Carijós não seriam povos hostis, fato que catalisou a procura por eles. Dessa maneira, essa mão de obra indígena escravizada foi utilizada nas bandeiras para o estabelecimento de roças e pousos à medida que os exploradores avançaram pelo território. (FERREIRA, 1958).

        Os primeiros registros que comprovam a existência de acampamentos para viajantes na região de Conselheiro Lafaiete datam de 1683, quando a bandeira de Garcia Rodrigues chegou ao Arraial de Campo Alegre dos Carijós, composto em sua maioria por garimpeiros e indígenas. No entanto, anos antes, as bandeiras de Paes Leme (1674), de Lourenço Castanho (1675) e de Dom Rodrigo (1681) passaram pela região, contribuindo para o enraizamento de colonos. A proximidade com áreas mineradoras proporcionou que o arraial servisse de ponto de descanso e de entreposto de mercadorias para aqueles que seguiam para as minas de Itaverava, Guarapiranga, Mariana e Catas Altas. Campo Alegre dos Carijós desenvolveu-se rapidamente e sua capela foi elevada à categoria de paróquia em 1709, com dedicação ao culto à Nossa Senhora da Conceição (FERREIRA, 1958).

        Em 1790, os limites administrativos das vilas e comarcas de Ribeirão do Carmo, Vila Rica e São José do Rio das Mortes, não estavam muito bem definidos, gerando problemas para a eficiência judiciária. A situação foi alterada quando o governador Luís António Furtado de Castro do Rio de Mendonça e Faro, o Visconde de Barbacena, solicitou ao Conselho Ultramarino que o Arraial dos Carijós (outra nomenclatura da época) fosse elevado à condição de vila (BARBOSA, 1971). Dessa maneira, em consonância com o Ato de 19 de setembro de 1790, a rainha D. Maria I concedeu o pedido, sendo nomeado como Real Vila de Queluz, por causa do documento ter sido assinado no palácio de Queluz, em Portugal, residência oficial da soberana. Desde a sua fundação até o Decreto de 29 de julho de 1829, Queluz fazia parte da Comarca do Rio das Mortes, sendo transferida para a de Ouro Preto com a publicação desta ordem.

        Durante as crises geradas pelo período regencial, Queluz foi uma das vilas envolvidas na Revolução Liberal de 1842. Após Dom Pedro II assumir o trono, em 1840, os ministérios do Brasil estavam ocupados, em maioria, pelo Partido Conservador que adotou diversas reformas políticas que desagradaram os Liberais, principalmente, pela centralização do poder monárquico pelos conservadores. Em 1842, o Partido Liberal proclamou um governo interino em São Paulo e Minas Gerais, com capital em Sorocaba e Barbacena, como forma de diminuir a influência do Partido Conservador nas duas principais províncias do Império. Após os constantes conflitos entre os revoltosos e o governo imperial, o movimento foi suprimido. Mesmo que uma das liderança da Revolução estivesse nas mãos do queluzense Manoel Rodrigues da Costa, a Vila de Queluz permaneceu leal ao imperador.

        Até 1872, a Vila de Queluz pertenceu à Comarca de Ouro Preto até sua transferência para a Comarca homônima, composta pelos termos de Queluz e Bonfim. Em 1875, o município de Brumado do Suaçuí foi anexado, bem como o de Brumado, mas, retirado o de Bonfim.
        Durante o período de transição dos regimes monárquico para o republicano a Comarca de Queluz não sofreu alterações, demonstrando fortalecimento jurisdicional. Em 1934, ocorreu a alteração da denominação de Queluz para Conselheiro Lafaiete, em homenagem a Lafayette Rodrigues Pereira (1834-1917), filho ilustre da cidade, que atuou como presidente do Conselho de Ministros do Brasil (1883-1884), ministro da Justiça (1878-1880) e ministro da Fazenda (1883-1884) durante o reinado de Dom Pedro II. (MARTINS & SOARES, 2016).

        Em 1948, a Comarca de Conselheiro Lafaiete era formada pelo município homônimo e até 1953, por Congonhas. Em 1970, foram anexados os municípios de Catas Altas da Noruega, Cristiano Otoni, Itaverava, Lamim, Queluzita e Santana dos Montes. Anos depois, Casa Grande e Rio Espera também passaram a compor a jurisdição. A configuração atual da Comarca inclui os municípios de Conselheiro Lafaiete, Casa Grande, Catas Altas da Noruega, Cristiano Otoni, Itaverava, Lamim, Queluzito, Rio Espera e Santana dos Montes (MARTINS & SOARES, 2016).

        Para maiores informações, consultar referências bibliográficas.

        Zone des relations

        Zone des points d'accès

        Mots-clés - Sujets

        Mots-clés - Lieux

        Occupations

        Zone du contrôle

        Identifiant de notice d'autorité

        BR MGTJMG 0183

        Identifiant du service d'archives

        Tribunal de Justiça de Minas Gerais - TJMG

        Règles et/ou conventions utilisées

        Statut

        Niveau de détail

        Élémentaire

        Dates de production, de révision et de suppression

        Langue(s)

          Écriture(s)

            Sources

            FERREIRA, Jurandyr Pires. Conselheiro Lafaiete - Enciclopédia dos Municípios Brasileiros XXIV Volume. Rio de Janeiro. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 1958. p. 500 a p. 509

            História da Cidade. Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete, 12 de Dez. de 2018. Disponível em: https://www.conselheirolafaiete.mg.leg.br/institucional/historia-da-cidade/historia-da-cidade. Acesso em: 20 de Out. de 2023

            História da Revolução de Minas Geraes, em 1842. Revista do Arquivo Público Mineiro, Belo Horizonte, ano 15, p. 181-390, 1910. Disponível em: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/acervo/rapm_pdf/1331.pdf. Acesso em: 15 fev. 2024.

            MARTINS, Lúcio Urbano Silva; SOARES, Rosane Vianna. Comarcas de Minas. Imprensa Oficial de Minas Gerais, 2016.

            QUELUZ: Memorias Municipaes. Revista do Arquivo Público Mineiro, Ouro Preto, ano 2, n. 1, p. 66-70, 1897. Disponível em: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/acervo/rapm_pdf/1083.pdf. Acesso em: 8 fev. 2024.

            Notes de maintenance